Tempo de não ter tempo

ImageEsses são dias inquietos. São dias em que nada parece ter, por enquanto, um lugar certo. De certo, mesmo, só as incertezas. Sinto falta das danças de madrugada. Não mais danço meu tango, meu mambo, minha valsa. Meus pés foram amarrados com barbantes espera-sonhos.

Alguma coisa virá, só não sei em qual direção.

Tempo de não ter tempo, tempo de ocupar-se com coisas que não as mesmas coisas pelas quais você desperta. Dias de sonolência. A vida será sempre assim? aprender o que você não quer por precisar? Talvez livre arbítrio seja só mais uma utopia.

Canetas. Cadernos. Escritas vãs. Escritas sãs. E vou me afastando da minha escrita convulsiva. Dias padrões que vão definir quando começa a minha estrada. Todos os dias têm sua serventia, mas são cinza por causa de todo o desgaste que causam. Estar cansada é não conseguir mais viver com dias cinzentos.

(Bruna Alencar)

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