O que permanece intrínseco

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Ninguém nunca diz tudo. Algo sempre se perde nas palavras. Algo nunca sairá dos campos elísios do sentimento. Muito nunca será transcrito, nem imaginado por terceiros. Somos muito mais do que podemos demonstrar, somos muito mais do que aparentamos. Somos voz, somos vez, somos dor  e, antes de tudo, somos profundidade. Somos o terra que nenhum pé conhecerá por completo. Terra viva. Vida.

Viver e sentir os outros com a parte que nos cabe é um desafio, é uma proposta de amor as parcelas. Ninguém nunca saberá as dores cotidianas que me consomem, os sorrisos por atos efêmeros. O amor que me habita foge das convenções. O amor que me habita é natural e indescritível. O amor que me habita não tem medidas individuais, meu amor é tudo, todo, mundo, novo. Vida.

Estarei entre os risos alheios, nas bocas dos transeuntes, nas barbas mal feitas, no cheiro de café das padarias, nos chocolates derretidos. Estarei em memórias das pessoas que amei, que me amaram e também daquelas que ficaram na indecisão. Porém, estarei em mim muito mais do que em todos os outros. Estarei aqui, sozinha por dentro, até que encontre uma outra solidão que entenda e complete a minha. Procuro alguém que queira dividir solidões. Procuro um amor limpo. Um amor Vida.

(Bruna Alencar)

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