Do resurgimento do amor fraternal

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Do mesmo modo que a vida é dura o amor é doce. O amor é o meu pão. O amor me faz caminhar por ruas estreitas de um coração tão pouco lapilado. Um coração cru. E, um dia, nessas mesmas ruas, eu encontrei alguém com uma parte perdida do meu sorriso. Uma parte que eu procurei, em vão, até hoje, um sorriso de um irmão de alma. Um sorriso que não se preocupa em ser, pois é, sem pretensões, é pureza, é beleza e, por assim ser, me completa.

Um sorriso em um corpo que só pede carinho. Um sorriso em um corpo que o terá. Um sorriso que abriga tudo, um irmão, um primo, um pai, um tio, um amigo. Um amigo. Um amigo que perdurará. Minhas pernas não mais seguirão sozinhas, encontrei pernas que seguem pelas as minhas mesmas veredas. E fico contente, plena, em saber que meus pés não são os únicos a pisar em um chão seco de dúvidas e perguntas eternas.

Se todas as pessoas que vieram antes de ti, todos os amigos, todos aqueles que ocuparam um espaço no meio peito temeroso, vieram apenas e exclusivamente para me moldar e me preparar para a tua chegada, eu posso gritar que aceito todos os meus sofrimentos passados. O outro faz parte da nossa parte mais escondida, mais intrínseca, o outro já fui eu e eu já fui o outro. Hoje sou você e por meus olhos agradeço a sua presença. Obrigada, Gustavo!

(Bruna Alencar)

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