A LEVEZA DO MEU SER NO TEU – SER –

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Eu tinha escolhido não escolher. Eu tinha escolhido todos os satélites naturais, artificiais e a imensidão do céu para me sentir livre. Escolhi livros. Filmes. Álcool. Bocas e bares. Disse, em alto e prazeroso som, que só assim – não sendo de ninguém, apenas minha e dessa vil galáxia – eu descobriria a liberdade de fato. De ato. De cor.

A liberdade eu quis e, de forma pueril, fechei os olhos para sentir o vento e esqueci de abri-los. Julguei que não veria – e haveria – mais dor e desilusões se de olhos fechados eu permanecesse. A liberdade que eu julgava conhecer era deveras cega. Eu julguei a liberdade como um Marechal julga um preso político. Eu julgava a liberdade como a ausência de apego. Eu julgava a liberdade muito mais como um ideal, do que como um sentimento.

Eu, cega, habitante da Caverna, me julgava observadora.

Eu, habitualmente habitual, desconsiderei uma liberdade menos ocidental.

Eu, débil, deixava a mim, deixava minha voz morrer.

Engasgava-me com o que eles receitavam

Sorvia a liberdade deles e queimava

Queimava de dentro pra fora

De mente pra pele. Demente.

Parei então, e pela pressão das flamas. Vi. Vi. Behing brown eyes.

Vi que a liberdade é individual, pessoal e imoral (ou moral). Vi que o que os outros chamavam de liberdade, sempre identifiquei como prisão.

Prisão nos corpos dos outros

Prisão do sexo desconhecido

Prisão nos pelos que não prezo

A Prisão Da Falta de Amor

Parei e então tomei de lição que, o amor, quando é pouco, vira dor. E o amor, quando não existe, vira prisão. O que os outros, muitas vezes, declaram como o certo, não passa de cegueira coletiva.

Fez-se então a minha luz

E você apareceu

Pensar em ti é fácil. O difícil é transcrever essa dor que fica quando sua ausência chega. Se você soubesse o mal que me faz quando tira seus olhos de cima dos meus, os deixaria comigo ou não se atreveria a ir embora.

Estou leve, tão lépida, tão cálida

E tão pronta pra você.

(POESIA PROSEADA, VIDA ROMANCEADA – BRUNA ALENCAR)

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