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O tropeço do afeto é a sombra que desagua,
Tens um peito, tens um teto
E um nada que me acalma.

O sumiço do deserto é um beijo n’outro lado,
É uma língua vinda em laço, é um sonho sem solfejo
São teus olhos, tão presentes
É um toque que não vejo.

O agora que me pisa, é teu perfume de outrora
São teus passos, teus silêncios e o pulsar do que já fora
É o risco do teu riso, e teu abraço sem demora.

No entanto, nesse intento há tanto tempo
Tanto que chego a expulsar-te pra dentro
Sem quedanças, sem mil horas
Há apenas o teu momento
E minhas mãos, por certo, a afagar-te
Vida afora.

 

(BRUNA ALENCAR em Primeiras Poesias)


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