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E na curva do teu silêncio
Eu dei a volta no riso,
Passei por horas pintadas,
Dei um beijo n’um ouriço.

E na pausa do teu eco,
Deitei nos teus sentidos, fiz discreto
O que era certo e neguei ao compromisso.
Segui ainda, meio manca
E te pus no meu estribo.

E na mudez do colorido, tracei
minhas pernas consigo, lavei
os livros da memória e o gosto
do suor antigo.

Se na esquina do teu corpo, tem-se
a derme desejosa
Tem-se o grito, tem-se a fronte
Tem-se a chave da tua flora.

Tua presença é toda a vida,
pois entre folhas me enamora,
Despe o tronco, mostra o caule
Põe as flores para fora.

Se segues firmes no jogo, é por
quereres miasmas
Cansastes do mundo, nem mentira quisestes
Pois o verde que apresentas
É o contraste da tua demora,
Tens medo do lado de dentro
e do maduro contentamento.

Nos delírios dos dedos
Me contaste tua estória.
Tens o pêlo molhado de relva
E o raio do meio da aurora.

Dançastes com meus vestidos, e
em minha raiz pusestes os olhos
Tens a receita mormente
De quando moravas no agora.

Não há segundo sem viço,
Só minha seiva te alimenta
do mal que não te queda ciente
do quanto me adora.

(Primeiras Poesias – Bruna Alencar)

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