ghgj

Tens a leveza do silêncio. Silêncio sem percalço. Silêncio como medida do vazio e das piadas que poderiam ser substituídas pelas verdades das tuas queloides e que tu nunca constaste. Tanto contas com teus números que os teoremas dos teus olhos continuam desvendados por minha discalculia. Anos irão definir a medida de nossas diferenças. Mas continuo sôfrega por livros que me permitam criar uma legenda para tuas íris que tanto gritam mas nada dizem. Só fica a certeza do silêncio. Morada sem assoalho é o espaço do teu coração.

Se teu peito é bruma no sertão, serei apenas mais uma mulher perdida em teu latifúndio escuso. A terra em que tu moras no fundo carece de loteamento, não conseguirei te encontrar. Escolhestes as lacunas e os tropeços dos ventos. Teu logradouro é pretensão que já aceitei como vã.

Não sei tuas medidas, não te peço outro quinhão
de atenção
pois do cume dos meus medos
lágrimas brotam sem segredo, sem cheiro
ou
pulsação.

És mapa sem caminho, averso aos novelos
de lã dos meus cabelos, do cheiro que me bate
mas que não chamas de saudade.

Inflama meu desejo e se esquiva do meu peso
Leva a vida como éter e cala meus sentidos
Lágrimas nenhuma verte
enquanto
Veste o corpo com ceticismos
Faz-se tudo, menos abrigo
Talvez um sonho, quiçá um engano
Mas certamente um amigo.

(Poesia Proseada, Vida Romanceada – Bruna Alencar)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s