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Três riscos de toques tristes
Soa seu silêncio [o bordado das horas]
O desejo que inflama [já passou pra outrora]
Não há mais espaço vago [para minha presença]
em sua cama
Perco o verso no meio [e teus olhos no estio]
Minha dor é a membrana?

Três riscos de toques tristes
Seja voz clara e precisa [não seja só ganas]
Ourives do logos [de quereres incertos e  natureza mundana]
Tua voz me foi furtada [por ti mesmo]
Cerra os lábios [e esconde a língua]
Meu ímpeto te assombra?

Três riscos de toques tristes
Sinto o que sois [tez marcada pelo tresloucar]
Nunca me ter [só me alcançar]
Não querer o trajeto [que humaniza o objeto]
Do teu desejo [por traços longos e esbeltos]
Sem vínculos [para que sejamos arquétipos]
Meu corpo ainda é dança aspirada?

Três riscos de toques tristes
e três horas que trocaria
pela foda tântrica que transpõe
limites [e termos].

(Primeiros Poemas – Bruna Alencar)

 

 

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