Futilidade Léxica

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Desculpe, meu amor.
Mas não desculpe o meu amor.
Sou feita de pedras de sal que só dissolvem na água do dito
Interpreto silêncios com crudelidade, construo castelos de desprezo
Anseio o dia do logos. A sol do feito em palavras
Sou fútil e sem linguística não vou!
Futilidade léxica, desejo substantivos
Adjetivos em prol da penetração
Tua ação começa no discurso, transcreve minhas íris em versos!

Desculpe, meu amor
Mas não desculpe o meu amor.
Sou rito em cadeia de letras que só incendeiam por composições
A candeia de todos os escritores é a transcrição da luz do verbo
Vê meu ventre liricamente e dorme em meus quadris
Mas não deixa de eternizar a beleza que eu preciso
Que é meu o descanso de tanta rudeza
Abstrações, que elegias!
Futilidade léxica, desejo substantivos
Só abro as pernas com sonoridade
Despeja sintaxe entre minhas ancas que eu delineio os teus fonemas!

(Bruna Alencar – Primeiros Poemas)

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