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E de repente,
eu não conheço mais
as formas
onde começa meu corpo
e termina teu intento
Só sei do silêncio
No lusco-fusco do mundo
A cabeça às voltas
E o sentir em parafuso
Explodir e amainar
Explodir e amainar
Brisa leve, fogo certo
Explodir e amainar
Explodir e amainar

Te amar e aprender mais
Mais do que os olhos
Possam desenhar
Curvilíneos, animais
Urgir, grasnar
Explodir e amainar
Explodir e amainar
Lutar com teus pelos
É como deitar verdades
Na relva
É como implorar teu cheiro
Quando simplesmente não está.
Explodir e amainar
Explodir e amainar

Teu sexo, meu lugar (de ouro)
Poço sem fundo (receita infame)
Conhecer sem limites
Silhueta presente no sussurro da vida
Te ver dormir e te querer no sonho
Habitar os espaços
Esmagar tuas sinapses
Ser morada e não fugir no estio
Ser teu passo,
teu paço
e teu fosso.

(Primeiras Poemas – Bruna Alencar)

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