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Um poema é um risco indelével
daqueles dias em que não conseguimos denunciar
tantos maus-tratos que sobre o amor se cala.

Mas nem os santos se fazem mudos
e o latejar dos olhos que pingam
já se fez muito sonoro
que agora só sobra desistência
ou as esperança dos eunucos.

Diante da preferência das peles noturnas
diante das promessas vindouras
vezes e vezes – não há mais revolta
porém, há lembrança,
a triste constatação das sinapses.

Outubro deixa um traço de lama
pouco se sabe dos bombardeios e editais de proclamas
nessa agonia de tecer monólogos para surdos.

Viés mórbido, causa de riso certo
habito a fórmula dos ridículos que amam
àqueles para os quais o amor é mera escusa.

Herméticas, tuas frases só desaguam na mágoa
Para a carícia aos poetas, os lábios se colam fácil
nada me diz que possa guardar nos ouvidos
além daquilo que dói sustenido.

(Primeiros Poemas – Bruna Alencar)

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