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Poemas pouco pedem
Despretensiosos, silentes
Angularizam qualquer relação banal
e tornam as excepcionais, perenes.

Poemas pouco pedem
Demandam aos poucos, pé ante pé
Se prostram diante das escadas
Sobem quietos, ardentes.

Poemas pouco pedem
Deitam de lado, serenos
Esperam o tempo da vida
Embora sejam aves, de rapina.

Poemas pouco pedem
Mas fazem um estrago, de fato
Mostram o inconfessável
Os desejos loucos, sem travo.

Poemas pouco pedem
Só transcrevem um olhar, franco
A delícia em te ver
E o coração, aos trancos.

Poemas pouco pedem
Traçam mapas imaginários, delírios
Repetem o beijo de vinho
E o gozo certo, em desalinho.

Poemas pouco pedem
Alguns dias são roucos, representantes
E tomam posse aos poucos
Levam as roupas, e o corpo.

Por completo.

(Bruna Alencar)

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